quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Tempo de Sonhar

Quando os últimos dias do ano se aproximam geralmente as pessoas param uns instantes para pensar em como foi o ano que vai embora. São os saldos de 2006: o que ficou de bom, o que ficará para ser realizado no próximo ano, o que ficou de aprendizado, etc.
2006 iniciou com muitas expectativas: Copa do Mundo e Eleições. Passou rápido. O Brasil não conseguiu levar o Hexa no futebol, porém, antes do ano acabar o Internacional conseguiu ganhar o Mundial de Clubes no Japão. Este feito fez a alegria de muitos brasileiros, sobretudo os gaúchos, especialmente os colorados. Futebol: orgulho nacional.
As eleições aconteceram, com algumas mudanças, pequenas alterações, porém o formato das propagandas eleitorais no rádio e na televisão continuou o mesmo (e as promessas também). A política, ao contrário do futebol, faz o povo brasileiro ficar cada vez mais decepcionado.
Este ano no cenário político não faltaram escândalos , desvio de dinheiro público, etc. Como se não bastasse, pouco antes do ano acabar, deputados e senadores quase aprovaram um aumento de salário de 90%. Ainda bem que a opinião publica, neste caso, se fez “ouvida”. Na política, em 2006, o país provou diversas vezes que vai mal, muito mal. O Brasil, infelizmente, tem representantes públicos mais preocupados com suas causas pessoais do que com a causa da nação brasileira.
Os “representantes do povo” ganham muito mais do que mereceriam e parecem nem se importar de viver num país tão castigado historicamente com as disparidades sociais. Enquanto muitos brasileiros não têm dinheiro nem para a comida, os políticos têm salários de marajás. Política: uma grande vergonha nacional. 2006 provou isso.
O Natal foi novamente uma “ode ao consumo”, lojas e shoppings abriram dia 24 para garantir o “presente de todos”. O domingo (há muito tempo) não é mais para família. A figura do Papai-Noel é absolutamente mais marcante e reproduzida neste cenário de compras, pacotes e saldos. Não há muito espaço para o verdadeiro motivo da festa de 25 de dezembro: nascimento de Jesus Cristo. Crianças enumeram os presentes que querem ganhar, etc. As pessoas carentes dependem da solidariedade alheia nesta festa senão não têm Natal.
O ano que finaliza se despede com alegria no futebol, frustração no cenário político e cultura consumista enfatizada. Porém, que a esperança nasça com toda a força e vigor em 2007 fazendo com que o futebol brasileiro continue imbatível, que os políticos eleitos assumam seus cargos com muita ética e responsabilidade social, que a solidariedade continue existindo entre as pessoas, mas que o Natal volte a ter um espaço maior para a fé e reflexão. Que 2007 seja incrível, inesquecível. É tempo de sonhar.

Andressa da Costa Farias
* texto publicado no jornal Diário Catarinense (SC) dia 30/12/006

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