sábado, 13 de maio de 2017

O sinônimo da palavra AMOR

Acredito que a palavra “MÃE” deve ser uma das mais ditas em cada língua neste mundo. Não tem como negar que a mãe é a pessoa que possui o nosso primeiro contato. É aquela que vai ouvir nosso primeiro choro. E a que vai acalentar nossas primeiras noites e virá dela nosso principal alimento: o leite materno. Porém, é preciso parar de romantizar tanto a maternidade. Ser mãe é experimentar os melhores e piores sentimentos. Os melhores porque não dá para negar que possuir a “dádiva” de gerar um filho, de ver crescer um ser dentro de si é algo inexplicável. É algo extremamente divino. A gente chora, “incha”, engorda, sofre para caminhar, desmaia, para de trabalhar. O leite nem sempre vem fácil. Muitas vezes o seio sangra. A dor é grande. O alívio de conseguir alimentar “o rebento” é enorme. Até o filho aprender a falar é aquela aflição de não saber se o choro é de dor, de fome ou se é a vez da fralda ser trocada. Depois vem as vacinas. O choro insuportável da criança ao tomar aquelas agulhadas horríveis. E a gente se conforma pensando que é “para o bem dele (a”).” As noites mal dormidas por causa das cólicas. Depois vem a fase do crescimento dos dentes, o primeiro dia na escola, a adolescência, e as fases se sucedem e o coração da mãe sempre alerta. Sempre aflito. Sempre atento. Não é fácil mesmo. E diante de tudo isso há aquelas mãe ESPECIAS. Aquelas das quais eu vou descrever rapidamente aqui e que eu acredito que devemos nossa homenagem mais especial. São as que recebem de peito “aberto” um filho ou filha que resolveram adotar. Que não possuem medo das responsabilidades e vínculos que serão criados a partir de uma determinada fase da vida de um outro ser que elas conhecem com um ano, dois, três, talvez quinze. Não importa. Ser mãe de coração é um ato de coragem dos mais grandiosos. Outro tipo de mãe que gostaria de homenagear são aquelas que resolver ser mães sociais, ou seja, aquelas que acalentam e dão amor a todas as crianças que por algum motivo se encontram em algum abrigo ou Casa Lar e que por outros motivos maiores não possuem mais a presença da mãe biológica. Estas são maiores no amor ao próximo, ao outro, infinitamente importantes. A presença delas ficará para sempre no imaginário de cada criança. Quero louvar também todas as mães que não desistem um só minuto dos seus filhos, mesmo quando eles estão em uma situação difícil ou delicada. Aquelas que enfrentam todo tipo de preconceito por ter o filho(a) em algum presídio, casa de tratamento para viciados (as), enfermos terminais. São mães que talvez neste momento estejam rezando com toda a fé para que tudo fique bem, para que possam ver seus descendentes voltarem para casa um dia, etc. Também que agradecer e reconhecer todo empenho, carinho e cuidado daquelas mães que “fazem das tripas coração” para educar e amar um filho especial. Especial no sentido de ter alguma limitação física ou mental. Aquelas que abdicam, às vezes, da própria vida e privacidade para se dedicar exclusivamente ao outro dando-lhe apoio, atenção, carinho e acompanhando nas consultas e tratamento diversos. E que jamais desistem de lutar e acreditar que cada dia é uma conquista diferente. E que o filho (a) mostra um mundo do qual não havia se dado conta que existe. Aquela mãe que valoriza cada sorriso, cada gesto, cada “avanço” deste filho (a). E um salve final para as mães que não possuem o apoio dos companheiros ou foram abandonadas por eles e nem por isso deixam de fazer o melhor que podem para dar todo suporte aos filhos. Acordam cedo, trabalham e lutam com todas as forças para que a educação, saúde e lazer estejam presentes na vida deles. Aquelas que muitas vezes deixam de comer ou vestir algo em prol da prole. Estas merecem aplausos diários. Enfim, são muitas as mães especiais. Guerreiras, solidárias, humanas, mulheres de coração enorme. Mãe é sem dúvida um sinônimo perfeito para a palavra amor. *** Andressa da Costa Farias ******************************************** Publicado como crônica no jornal DIÁRIO DE SANTA MARIA, dias 27 e 28 de maio de 2017.

domingo, 5 de março de 2017

Sobre amor e carnaval !

Algum tempo atrás ouvi a música de Ana Vilela intitulada "Trem-bala" que recebi via áudio pelo celular e que depois viralizou nas redes sociais. Um trecho da canção me sensibilizou profundamente. Era o que dizia "segura o teu filho no colo, sorria e abraça teus pais enquanto estão aqui. Que a vida é trem-bala parceiro e a gente é só passageiro prestes a partir". Pensei imediatamente nos meus pais e o quanto estava afastada fisicamente deles nos últimos tempos. Mudei de estado, de cidade, etc. A partir daquele momento me deu uma vontade imensa de sair correndo para Santa Maria para abraçá-los e dizer o quanto os amo. Não podia, mas lembrei que o carnaval se aproximava. Pedi que eles viessem curtir o feriado na ilha mágica-Florianópolis. Eles vieram. E eu decidi que seria "somente deles" nestes dias. Eu adoro carnaval, mas ficar com meus pais era a parte mais urgente da minha existência. Não sei explicar o porquê. Talvez a música tenha alertado o quanto nossa vida é fugaz e o quanto precisamos vivenciarmos momentos únicos com aqueles que mais amamos. Foram poucos dias. Apenas três, mas que fiz de tudo para proporcionar o que eles não possuem na minha cidade natal: a nossa convivência, banho de mar, a degustação de peixes em restaurantes locais, etc. Sempre admirei muito o amor dos meus pais. Eles são o meu exemplo de casal. Nunca os vi brigar, nunca mesmo. Não é exagero. E as singelas demonstrações de carinho e respeito fazem parte de todos os momentos deles. Nestes dias, na praia, eu via meu pai se preocupar em passar o protetor solar na minha mãe antes mesmo de passar nele. E ela preocupada com a roupa dele, as coisas dele. É lindo de assistir todo este carinho depois de tanto tempo de convivência de ambos, dos filhos, da rotina, do trabalho, e eles chegando na "melhor idade" oferecendo ternura um para o outro. É uma relação admirável diante de tantas relações efêmeras e desrespeitosas vivenciadas no dia a dia. Eles se conheceram no trabalho. Minha mãe era noiva de outro. E meu pai com seu jeito "brincalhão e prestativo" foi conquistando ela aos poucos a ponto dela desistir do compromisso com o outro. E assim seguem uma vida de cumplicidade: da conta bancária conjunta até as senhas diversas que hoje a tecnologia impõe. Tiveram três filhos. E a mais perfeita parceria. Perguntei certa vez para minha mãe o segredo de uma união tão tranquila e amorosa com meu pai. Ela enfatizou ser a amizade conquistada. Eles foram, segundo ela, primeiro grandes amigos e dali surgiu o amor. Tal constatação me fez lembrar do grande e queridinho escritor Mário Quintana que certa vez enfatizou que "a amizade é um amor que nunca morre". Talvez seja este mesmo o segredo. O poeta não se enganaria. E que a alegria do amor verdadeiro triunfe sempre, inclusive no carnaval.
Andressa da Costa Farias- Dê. ****** Publicado no jornal DIÁRIO DE SANTA MARIA como ARTIGO dia 15/03/2017.

domingo, 29 de janeiro de 2017

Sobre pequenas felicidades

Todo o ano que começa a gente imagina um monte de coisas para serem realizadas. A gente acredita que vai ser tudo diferente. E que se algo não deu certo ainda é tudo questão de tempo. É como se a cada ano fosse possível uma nova escrita sobre os rascunhos que ficam para trás. Mas, no decorrer do passar dos dias a gente nota que nem sempre é feliz. E que diante de tantas vidas "felizes" estampadas nas redes sociais, às vezes vem aquele vazio imenso na alma e a gente vai se perguntando e se comparando com outros e a frustração aparece. Por estas e outras, estes dias estava na praia e li uma crônica da Martha Medeiros que me fez um bem imenso para alma. Foi como um pequeno remédio para as pequenas frustrações do dia a dia. Ela descrevia as pequenas felicidades da vida dela e a importância da gratidão por ter vivido cada uma. Agora eu quero fazer o mesmo. Não por querer copiar a grande autora.É que a leitura daquele texto me trouxe imagens tão boas na mente que fiquei com imensa vontade de fazer minha própria lista e brindar quem (por ventura) vier ler este texto. É como uma rede que um dá um "start" e o outro ao continuar não deixa a "brincadeira" ter fim. Eis a lista das minhas pequenas felicidades: - a lembrança que tenho do carinho da minha avó Nercy, - cheiro de café, - visita dos meus pais, - ver o mar, - pisar na areia, - escutar música enquanto caminho na beira da praia, - beijo na boca, - ouvir música e confidências da minha filha, - chegar em casa e curtir meu "apê" depois de um dia de trabalho, - ler nome de aluno em alguma lista de aprovado (a), - abraço dos meus irmãos, - chimarrão com amigos, - correr no Parque de Coqueiros, - ter Floripa como endereço escolhido, - fazer parte da UFSC, - perceber que um amigo ou amiga está sendo sincero (a) em algum conselho, - nadar de costas, - fazer hidro com as pessoas da "melhor idade", - visitar "minhas crianças" numa Casa Lar, - dirigir ouvindo música boa, - viajar, - ter escutado "eu te amo" algumas vezes na vida, - conseguir ter e manter amizade com ex-colegas de trabalho, - tirar foto (adoro!), - cantar sozinha no quarto, - dançar. E nunca esquecer que a felicidade está nas pequenas coisas. Desafio você (que está lendo agora) a fazer a própria lista de pequenas felicidades. Aposto que um sorriso vai surgir rapidinho. Feliz 2017 ! Dê. ***** Publicado como ARTIGO no jornal Diário de Santa Maria, em Santa Maria (RS) no dia 26 de fevereiro de 2017. **** Publicado no BLOG de Luciane Deschamps >>> http://lucianemdeschamps.blogspot.com.br/2017/02/sobre-pequenas-felicidades.html

domingo, 9 de outubro de 2016

Criança sempre...

Outubro que comemora o "Dia das Crianças" fez eu refletir sobre algumas coisas desta época da vida. Acredito que sempre há um pouco de criança em cada um, mesmo que a idade tenha avançado. É uma fase que passa cronologicamente, mas que permanece eternamente na nossa essência como ser humano. Há muitas formas de permanecer com a criança viva dentro da gente. Quando somos crianças, somos mais ativos, curiosos, ingênuos. Há um mundo novo e grande a ser explorado. O brilho no olhar é mais intenso. A alegria também. Alegria de ver os pais chegarem de um dia de trabalho. Alegria de ganhar "doces", "brinquedos novos", alegria de andar pela primeira vez de bicicleta. Alegria de compartilhar um brinquedo ou brincadeira. Alegria de formar um time. Alegria de cantar ou dançar com os pares menores. Quando eu era criança eu gostava muito de brincar com minhas primas de boneca. E de andar na rua com meus irmãos. Compartilhei amigos com eles. Chorei muitas vezes por cair inúmeros tombos. Aprendi com a "gurizada" do bairro a jogar "bolita" conhecida também como "bola de gude". Tentei andar de "roller" com minha prima, mas meu desequilíbrio fez eu desistir no primeiro grande tombo. A fase passou, mas dela permanece em mim a esperança e a fé neste estado de infância. Neste estado que vê o mundo com esperança e alegria. No brilho do olhar de quem acredita que o mundo e os adultos também podem eternizar a sensibilidade. Eternizar a sensibilidade é conseguir olhar para o outro com carinho. Tenho a sorte de ter que vivenciar e interagir com crianças. A profissão docente possibilita isso. E também tive a sorte de ser mãe. Acredito que muitas coisas mudaram da época que fui criança para a época vivenciada pelas crianças de hoje. A violência fez com que muitas crianças não tenham mais a rua para brincar. Os espaços fechados como casas, condomínios, prédios e shoppings são os lugares em que crianças circulam. Há também uma infinidade de objetos tecnológicos que as crianças mexem com extrema facilidade e desenvoltura. Coisa impensável na minha infância. Mas, no fundo a gente sabe que nenhum objeto tecnológico, cibernético, moderno é valioso se a criança não tem outra para compartilhar a alegria do simples brincar, da brincadeira, das regras estabelecidas, de ter o outro. Logo, no mês instituído como "delas" a melhor coisa que um adulto faz para uma criança é deixá-la vivenciar esta fase linda e especial fazendo-a brincar muito. Brincar muito com outras crianças. E compartilhar afeto, laços, amizades. É tão bom chegar na fase adulta com amigos que compartilharam a infância conosco. Não parece que o tempo se eterniza? Isso é ser criança. Deixar que a alegria, a brincadeira, a esperança por um mundo melhor jamais ofusque nossos olhos. Nem tire a doçura desta fase linda. Sorvete ! Chocolate ! Bala ! Rapadura ! Um brinde às crianças ! Todas elas, inclusive a que permanece em nós para sempre.

domingo, 19 de junho de 2016

Sobre pedidos e promessas

Ele pediu de forma tão encantadora que diante de "n" atividades acadêmicas, profissionais, pessoais e sociais tirei um tempinho para escrever. Estar aqui. Fazer o blog ser atualizado. Isso me fez refletir aquele trecho do magnífico livro e eternamente clássico "Pequeno Príncipe" de que somos eternamente responsáveis por aqueles que cativamos. E em respeito a ele, escrevo. Fazia tempo que não escrevia no blog. Escrever requer tempo, criatividade e imaginação. Ultimamente o cansaço e as tarefas cotidianas tiraram de mim estes requisitos essenciais. Mas, prometi. E promessa deve ser cumprida. É sobre isso basicamente que quero dedicar tais linhas. Ele é um adolescente, ainda em fase de crescimento, de amadurecimento, de formação de caráter. Quero fazer também um pedido para este moço querido e que me escuta quase toda semana a partir das aulas das quais é meu aluno: que ele JAMAIS esqueça DE CUMPRIR algo que prometer. Custe o que custar. Deve dar um retorno. Uma resposta. Uma atitude. Um gesto. Algo em troca daquilo que se propôs a fazer. E se não tiver a intenção de cumprir, que jamais prometa. É extremamente frustante para o outro confiar na promessa, confiar no pedido feito e receber um NADA em troca. Nenhuma satisfação. É horrível. Fica aquele vazio. Uma frustação. A admiração diminui. E o encantamento também. O outro já não é tão especial quanto considerávamos antes. É muito ruim descobrir que em algumas pessoas não dá para confiar plenamente. Dói. A gente supõe sempre que aquilo que fazemos, o outro DEVE fazer também. E nem todo mundo é assim. Nem todo mundo dá a importância para pedidos feitos e não cumpridos. Talvez o mundo. Talvez a vida. Talvez tudo fosse diferente se tivéssemos pessoas extremamente responsáveis e que cumprissem tudo que prometessem. Mas, isso é ilusão. Não acontece. A gente vai aprendendo quando a vida vai passando que há diversos fatores envolvidos em uma promessa: grau de cumplicidade, amizade, caráter, envolvimento pessoal ou profissional, entre outro, inclusive fé. Inúmeras foram as situações que pedi, prometeram e não cumpriram. Seja do mais banal pedido ao mais específico ou complexo. Uma tarefa cotidiana. Um pequeno favor. O pedido para não atrasar numa determinada hora. Para calar enquanto falava. Para não esquecer de inserir algo na bolsa. Para uma carona que era "certa" até o motorista "esquecer" o combinado. Para levar o lixo para fora. Para cuidar de determinada coisa. Para confirmar para festa a fim de incluir todos os convidados de forma correta. Para confirmar uma visita. Enfim, pedi. Prometeram. Não cumpriram. Enfim, foram muitos "furos" nesta vida. Muitas frustações. E delas fui aprendendo que o ser humano é falho. E que só cumpre o que julga ser prioritário. E que às vezes não somos especiais para o outro como gostaríamos de ser. Fui aprendendo. Continuo neste processo eternamente.Mas, não mudo. Prefiro a ordem inversa. Prefiro me comprometer. Prefiro julgar todos como especiais. Prefiro que acreditem em mim e na minha palavra. Prefiro cumprir o que prometo. Estar presente. Ser presente. E torço, sinceramente, que você querido jovem faça o mesmo. Prefira cumprir tudo o que se dispor fazer. Prefira sempre a admiração das pessoas. Recuse a frustação delas por você não ter cumprido algo, a menos, claro que tenha um bom motivo para isso. E é por você que dedico este tempo neste domingo frio em Florianópolis. É por você que escrevo agora. Prometi escrever. Atualizar o blog. Respeitar você e sua admiração pelo que escrevo. Espero que esta mensagem sirva também de alerta, alento e conselho para todos que chegaram até o final destas linha. Obrigada Arthur pelo teu pedido. Cumpri. Faça sempre o mesmo quanto te pedirem algo. ******************************************************* Andressa da Costa Farias ******************************************************
Igreja do Bonfim. Salvador-BA.(arquivo pessoal) Muitos pedidos feitos diariamente.

domingo, 1 de maio de 2016

Quando deixamos de ser somente filhas

Ninguém explica para gente o que acontece quando deixamos de ser somente filha. Ninguém diz que o tempo não será mais nosso e sim do outro. Daquele ser que decidimos gerar ou cuidar. Pode “nascer” da barriga ou do “coração”. Mas, que nasce primeiro em nós. Na decisão de sermos não mais somente filhos. Ninguém fala das noites em claro. E das preocupações. E da nova organização financeira a ser realizada. Ninguém comenta as angústias quando o outro cai, escorrega, machuca, chora. E das indecisões frente a remédio, médico, local de lazer, escola, etc. Nada! Por isso, vou contar um pouco como aconteceu comigo quando descobri que estava deixando de ser APENAS filha. Deixei de ser somente filha quando ouvi um coração a mais vindo de dentro do próprio corpo. Quando comecei a ver a barriga crescer sem parar. Deixei de ser somente filha quando senti chutes e movimentos incansáveis de dentro de mim mesma. E emocione-me infinitamente quando ouvi, enfim, o primeiro choro dela. Daquela bebezinha cabeluda que nasceu num dia de verão escaldante, em Santa Maria. E me desesperei na primeira “dor de barriga”. E como foram intermináveis os minutos de vacinas. Quantas vezes choramos junto? E o quanto foi difícil a amamentação. Doeu. Chorei achando que não ia conseguir alimentar meu amor maior. Quando consegui foi uma grande vitória ! E me senti a pessoa mais importante do mundo. Ao menos, para ela. E que felicidade o primeiro dia na Escola. E a angústia de deixar “sozinha” num novo ambiente que não a nossa própria casa. E de repente novos amigos e amiguinhas. E seguem-se aniversários vários. Muitas festinhas infantis. Muitas trocas com outros pais e mães. E novas "pessoinhas" surgindo vindas da nova rede de relações que nosso filho proporciona. E chega a fase difícil da adolescência. E eu achava que meus pais eram “caretas” e nem me dei conta que no final estava repetindo algumas caretices exatamente como eles. Agora me transformei em motorista das festinhas, da saída do cinema. A conselheira sem fim. A psicóloga de plantão. E de repete agrego novos conhecimentos. Aqueles das bandas que a filha curte. As gírias da modinha. Deixei de ser somente filha quando percebi que me tornei parte e responsável por alguém para sempre. Transformei-me em alguém muito especial. A partir de algo que permite os sentimentos mais sublimes. E que é difícil explicar. Basta sentir. Principalmente quando se é chamada de MÃE. Benditas aquelas que escolhem amar sem limites. E ter a sorte de encontrar seu filho ou filha, vindos da barriga ou não, para compartilhar amor, tempo e cuidado. Feliz dia das Mães ! **** Andressa da Costa Farias ******** Publicado como ARTIGO no jornal DIÁRIO DE SANTA MARIA (RS) no final de semana do dia 07 e 08 de maio de 2016. ******* Publicado no BLOG do Colégio Santa Catarina (Florianópolis) no link http://www.csc.g12.br/blog/162-quando-deixamos-de-ser-apenas-filha

domingo, 14 de fevereiro de 2016

A vida na Literatura

Oficialmente minhas férias acabaram hoje. Percebi que a praia que mais visitei este ano foi o Campeche, no sul da ilha de SC. Talvez a praia mais literária que existe. Há fortes indícios que o o "poeta da aviação-Antoine de Saint-Exupéry" tenha aterrissado por lá por volta de 1930. E por isso a avenida principal do lugar dá nome ao título do livro mais famoso do autor: Pequeno Príncipe. Há dados de que a obra foi mundialmente traduzida e permanece entre as mais vendidas em vários países. É realmente é um livro encantador. Naquela época a aviação não tinha toda a tecnologia de ponta que existe hoje. E o aviador era antes de tudo um grande aventureiro. O autor viajou para os lugares mais remotos do planeta. E muitas vezes sozinho. Escreveu sobre tais aventuras. Muitas delas em ficar "empenhado" com o avião em pleno deserto e contar apenas com seu próprio conhecimento para consertar o pássaro mecânico e seguir viagem. Suponho que numa destas aventuras ele tenha imaginado um grande amigo que lhe deu forças para continuar voando. Relata ter ficado preso em pleno deserto e com água para apenas 08 dias. E foi nestes instantes desesperadores que apareceu o Pequeno Príncipe. Creio que através desta personagem o autor tenha condensado um pouco de tudo que vivenciou e aprendeu nas suas andanças pelo mundo. Vou citar as que julgo mais interessantes e as que sempre me emociono ao ler: "é mais difícil julgar a sim mesmo que julgar os outros." Assim, conseguir fazer um bom julgamento de si mesmo é ser verdadeiramente sábio. "Para os vaidosos os outros homens são seus admiradores. Vaidosos só ouvem elogios." "Muitas vezes mesmo entre muitos homens a gente também se sente só."Talvez o maior de todos ensinamentos tenha sido o que advém do verbo CATIVAR. Numa conversa travada entre o príncipe e a raposa ela lhe ensinou sobre tal verbo. O animal falou que só seria amiga dele se este a cativasse, ou seja, se ele criasse laço com ela. O pequeno ser compreendeu através do exemplo simples do bicho que cativar é tornar alguém especial. "Haverão mil raposas e mil meninos como tu", mas "se tu me cativas nós teremos a necessidade um do outro. Será para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo também." Neste momento o principezinho lembrou da rosa que havia deixado em seu planeta e sentiu que aquela planta perfumada e efêmera o tinha cativado. Ele se sentia responsável por ela. "Somos eternamente responsáveis por aqueles que cativamos." E há também muita crítica sobre as relações humanas. A raposa conta que "homens compram tudo nas lojas, mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos." Porém, se um ser cativa outro haverá um ritual de amizade. E é por isso que ela ainda "se tu vens, por exemplo, às 16 h desde às 15 h começarei a ser feliz". Não consigo parar o texto aqui sem antes citar um outro ensinamento precioso advindo da obra: "só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos." É preciso descobrir se o aviador conseguiu consertar o avião e seguir viagem ou se acabou morrendo em pleno deserto divagando com a aparição do pequeno ser.Eu poderia continuar a escrever infinitamente os vários ensinamentos e passagens maravilhosas deste livro encantador, mas deixo para os próximos leitores. E de quebra declaro aqui minha paixão incondicional pela Literatura. ***** Publicado como ARTIGO no jornal Diário de Santa Maria (RS), no dia 19/02/2016. Andressa da Costa Farias.

O sinônimo da palavra AMOR

Acredito que a palavra “MÃE” deve ser uma das mais ditas em cada língua neste mundo. Não tem como negar que a mãe é a pessoa que possui o no...