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Pelo dia do amor

Em 2008, numa aula em escola pública, fiz apenas uma "menção" ao "DIA DAS MÃES" numa sexta-feira antes do tal segundo domingo de maio. E de repente, uma aluna começou a chorar sem parar. Depois descobri que a mãe havia "abandonado" a criança para morar com outro afeto que não o pai da menina. Foi duro! E então, percebi o quanto é difícil abordar estas "datas comemorativas" relacionadas à família. Ainda são bastante mencionadas e "comemoradas", sobretudo, nas escolas particulares. Faz parte do show e do "marketing". Desde de 2013 frequento uma Casa Lar e toda vez que saio de uma visita fico com o peito apertado imaginando como pessoas pequenas foram parar ali. E a resposta é cruel. Então, por favor, sejamos coerentes com a realidade. Há diversas formações familiares. E tantas crianças e jovens sem saber direito o que é uma mãe ou pai DE VERDADE. Vamos comemorar o “Dia do amor”, o dia daqueles que se "importam" co…
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O sinônimo da palavra AMOR

Acredito que a palavra “MÃE” deve ser uma das mais ditas em cada língua neste mundo. Não tem como negar que a mãe é a pessoa que possui o nosso primeiro contato. É aquela que vai ouvir nosso primeiro choro. E a que vai acalentar nossas primeiras noites e virá dela nosso principal alimento: o leite materno. Porém, é preciso parar de romantizar tanto a maternidade. Ser mãe é experimentar os melhores e piores sentimentos. Os melhores porque não dá para negar que possuir a “dádiva” de gerar um filho, de ver crescer um ser dentro de si é algo inexplicável. É algo extremamente divino. A gente chora, “incha”, engorda, sofre para caminhar, desmaia, para de trabalhar. O leite nem sempre vem fácil. Muitas vezes o seio sangra. A dor é grande. O alívio de conseguir alimentar “o rebento” é enorme. Até o filho aprender a falar é aquela aflição de não saber se o choro é de dor, de fome ou se é a vez da fralda ser trocada. Depois vem as vacinas. O choro insuportável da criança ao tomar aquelas agulh…

Sobre amor e carnaval !

Algum tempo atrás ouvi a música de Ana Vilela intitulada "Trem-bala" que recebi via áudio pelo celular e que depois viralizou nas redes sociais. Um trecho da canção me sensibilizou profundamente. Era o que dizia "segura o teu filho no colo, sorria e abraça teus pais enquanto estão aqui. Que a vida é trem-bala parceiro e a gente é só passageiro prestes a partir". Pensei imediatamente nos meus pais e o quanto estava afastada fisicamente deles nos últimos tempos. Mudei de estado, de cidade, etc. A partir daquele momento me deu uma vontade imensa de sair correndo para Santa Maria para abraçá-los e dizer o quanto os amo. Não podia, mas lembrei que o carnaval se aproximava. Pedi que eles viessem curtir o feriado na ilha mágica-Florianópolis. Eles vieram. E eu decidi que seria "somente deles" nestes dias. Eu adoro carnaval, mas ficar com meus pais era a parte mais urgente da minha existência. Não sei explicar o porquê. Talvez a música tenha alertado o quanto no…

Sobre pequenas felicidades

Todo o ano que começa a gente imagina um monte de coisas para serem realizadas. A gente acredita que vai ser tudo diferente. E que se algo não deu certo ainda é tudo questão de tempo. É como se a cada ano fosse possível uma nova escrita sobre os rascunhos que ficam para trás. Mas, no decorrer do passar dos dias a gente nota que nem sempre é feliz. E que diante de tantas vidas "felizes" estampadas nas redes sociais, às vezes vem aquele vazio imenso na alma e a gente vai se perguntando e se comparando com outros e a frustração aparece. Por estas e outras, estes dias estava na praia e li uma crônica da Martha Medeiros que me fez um bem imenso para alma. Foi como um pequeno remédio para as pequenas frustrações do dia a dia. Ela descrevia as pequenas felicidades da vida dela e a importância da gratidão por ter vivido cada uma. Agora eu quero fazer o mesmo. Não por querer copiar a grande autora.É que a leitura daquele texto me trouxe imagens tão boas na mente que fiquei com imensa…

Criança sempre...

Outubro que comemora o "Dia das Crianças" fez eu refletir sobre algumas coisas desta época da vida. Acredito que sempre há um pouco de criança em cada um, mesmo que a idade tenha avançado. É uma fase que passa cronologicamente, mas que permanece eternamente na nossa essência como ser humano. Há muitas formas de permanecer com a criança viva dentro da gente. Quando somos crianças, somos mais ativos, curiosos, ingênuos. Há um mundo novo e grande a ser explorado. O brilho no olhar é mais intenso. A alegria também. Alegria de ver os pais chegarem de um dia de trabalho. Alegria de ganhar "doces", "brinquedos novos", alegria de andar pela primeira vez de bicicleta. Alegria de compartilhar um brinquedo ou brincadeira. Alegria de formar um time. Alegria de cantar ou dançar com os pares menores. Quando eu era criança eu gostava muito de brincar com minhas primas de boneca. E de andar na rua com meus irmãos. Compartilhei amigos com eles. Chorei muitas vezes por cai…

Sobre pedidos e promessas

Ele pediu de forma tão encantadora que diante de "n" atividades acadêmicas, profissionais, pessoais e sociais tirei um tempinho para escrever. Estar aqui. Fazer o blog ser atualizado. Isso me fez refletir aquele trecho do magnífico livro e eternamente clássico "Pequeno Príncipe" de que somos eternamente responsáveis por aqueles que cativamos. E em respeito a ele, escrevo. Fazia tempo que não escrevia no blog. Escrever requer tempo, criatividade e imaginação. Ultimamente o cansaço e as tarefas cotidianas tiraram de mim estes requisitos essenciais. Mas, prometi. E promessa deve ser cumprida. É sobre isso basicamente que quero dedicar tais linhas. Ele é um adolescente, ainda em fase de crescimento, de amadurecimento, de formação de caráter. Quero fazer também um pedido para este moço querido e que me escuta quase toda semana a partir das aulas das quais é meu aluno: que ele JAMAIS esqueça DE CUMPRIR algo que prometer. Custe o que custar. Deve dar um retorno. Uma respo…

Quando deixamos de ser somente filhas

Ninguém explica para gente o que acontece quando deixamos de ser somente filha. Ninguém diz que o tempo não será mais nosso e sim do outro. Daquele ser que decidimos gerar ou cuidar. Pode “nascer” da barriga ou do “coração”. Mas, que nasce primeiro em nós. Na decisão de sermos não mais somente filhos. Ninguém fala das noites em claro. E das preocupações. E da nova organização financeira a ser realizada. Ninguém comenta as angústias quando o outro cai, escorrega, machuca, chora. E das indecisões frente a remédio, médico, local de lazer, escola, etc. Nada! Por isso, vou contar um pouco como aconteceu comigo quando descobri que estava deixando de ser APENAS filha. Deixei de ser somente filha quando ouvi um coração a mais vindo de dentro do próprio corpo. Quando comecei a ver a barriga crescer sem parar. Deixei de ser somente filha quando senti chutes e movimentos incansáveis de dentro de mim mesma. E emocione-me infinitamente quando ouvi, enfim, o primeiro choro dela. Daquela bebezinha c…