quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Violência atinge nosso cotidiano

Geralmente cenas de violência com tiros, gritos, sangue, ameaças ou mortes, policiais, gente correndo ou chorando pareciam figurar apenas na televisão ou nos morros das cidades grande. Infelizmente a violência atinge o nosso cotidiano, independente de lugar. Florianópolis não é exceção.
Nesta semana, final da tarde, supermercado lotado em pleno bairro Coqueiros estava com minha filha de 05 anos e de repente parecia que o mundo estava desabando. Eram estrondos de tiros. Eu só ouvi quando um senhor gritou forte: “Se abaixem”, tumulto, gritaria, pavor, espanto. Só consegui pegar logo a minha filha e correr para os fundos do mercado. Via funcionários gritando, correndo. Uma tremenda aflição. A Gisella quase chorando dizia: “Mãe, estou com medo.”
Não soube exatamente o que aconteceu. O fato é que parece que dois indivíduos de moto efetivaram 02 tiros contra o mercado na tentativa de matar alguém. Não houve morte, mas o susto foi enorme. O trauma também. A violência toma conta da cidade. Não tenho dúvidas.
É notória a falta de segurança em que estamos vivendo. Um caos do estado social que está cada vez mais marginal. Tenho convicções que é preciso mudar muitas coisas. Investir pesado em educação integral de qualidade, sobretudo em áreas mais carentes. Na qualificação e valorização de profissionais como professores e policiais.
Enquanto não acontece isso. Salvem-se quem puder! Todavia não é possível ser normal ir num supermercado e correr risco de morte. Se assim for é porque a violência já venceu e entorpeceu os sentidos. Florianópolis precisa agir e reagir. Imediatamente.

Andressa.

Publicado parcialmente no jornal Diário Catarinense no dia 07/11/08 sob o título "Salvem-se quem puder" na seção "Diário do Leitor" .

4 comentários:

Marcelo De Franceschi disse...

bah que bom que nada aconteceu com vcs. fora o susto.
se cuidem ai.

Elizeti disse...

Nossa Andressa! Ufaaaa... É lamentável vocês passarem por isso! Nossa fiquei assustada! Fiquem bem! Um abração!

Lupbeck disse...

Oie, Andressa
Quanto tempo?!
Tudo bem, agora, graças a Deus,né?!
Infelizmente, essa é a dura realidade, a total insegurança.
Será que os responsáveis por zelar a nossa segurança estão fazendo demais, ao cumprirem com o seu dever?
Abraço, amiga.

disse...

Concordo quando dizes que isso não pode se tornar algo comum, normal. Isso começa nos atos mais simples, quando algo que não aceitamos por muito tempo passa a não nos "ofender" mais, assim vamos nos tornando manipuláveis, passíveis de se acostumar com absurdos.
Ainda bem que vocês estão bem, e ainda bem que tua voz se faz presente em qualquer cidade!
Beijos prima!

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