sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Pela criatividade no Natal e originalidade no Ano-Novo !!!

A impressão que tenho que dezembro já inicia com anúncio do Natal, a data é “lembrada” especialmente pelas propagandas dos produtos e “facilidades de compra” para o “dia especial” desde o final de novembro. Ao sair na rua reparei numa enorme faixa na frente de um supermercado com os dizeres “Feliz Natal e Próspero Ano-Novo”. Incomoda-me o “jargão”, para mim já sem efeito.
Expressões deste tipo cansam, parece somente cumprir “protocolo”, esquemas e convenções sociais. Todo ano se repetindo, da mesma forma, do mesmo jeito. Não nego que o desejo sincero de felicidade no Natal e prosperidade no ano que se anuncia é ótimo, mas a mesma expressão sempre “enjoa”, você não concorda ?
É o que ocorre também com expressões do tipo.: “Oi, tudo bom?”, “ Parabéns, tudo de bom!” (para aniversários), me incomodo com estas construções lingüísticas por que acredito sinceramente que o brasileiro é criativo e inteligente, talvez falte estímulo e maior autonomia.
Em outubro fiz aniversário e adorei ler mensagens de amigos me parabenizando de forma original e carinhosa. Quem não gosta de receber um “Parabéns” personalizado? (claro sempre tem os que continuam a seguir convenções e que só lembram de você por questões de conveniência reproduzindo os “jargões” de sempre). Quem não se encanta quando é cumprimentado na rua de forma original e parado para conversar sobre o que de fato está fazendo na vida (mesmo que o tempo seja curto).
Deste modo a expressão “Feliz Natal e Próspero Ano-Novo” poderia ser substituída.Leio em diversas embalagens, em vários anúncios, em muitos cartões. Acredito que a criatividade deveria entrar em cena e o Natal ser desejado de forma especial e diferente assim como o Ano-Novo que se aproxima. Sem “jargões” e tudo o mais que “nos cansa” e que pode ser facilmente previsível.
Assim, desejo sinceramente à todos um “Maravilhoso Natal”, “Especial Natal”, “Um sonho de Natal”, “Natal repleto de alegrias”, “Natal cheio de sorrisos e abraços”, “Natal permeado de solidariedade e amor”, “Natal com mais pessoas e menos coisas” e um Ano-Novo muito diferente, original, autônomo e criativo. Acredito na capacidade dos brasileiros. Que venha de forma excelente e surpreendentemente melhor o 2008.

Artigo publicado no jornal "A Razão" sob o título "Pela originalidade no Natal e no Ano-Novo" em 05/12/2007

6 comentários:

marcia regina disse...

Ja disse minha opiniao a autora, mas digo que anda dificil ler algo bem escrito, centrado, inteligente e principalmente SIMPLES, que a gente nao precisa ficar perguntando nada, apenas ler basta e pronto.

Rafael disse...

Para mim, as datas comemorativas (leia-se Natal, Páscoa, Ano Novo, Dia dos Pais, das Mães, das Crianças, dos Namorados, etc...) reduziram-se a motivos para o comércio induzir o consumismo e gerar mais lucro. Basta perceber que, assim que acabam as vendas da Páscoa, já surgem ofertas para o Dia das Mães. Em seguida, vem o apelo ao Dia dos Namorados e assim por diante. Ficamos o ano inteiro comprando presentes e esquecemos das razões pelas quais estamos fazendo isso. Alguns dias atrás, durante a aula de alemão, minha professora, Teruco Spengler, falou sobre a comemoração do Natal na Alemanha. Lá, há toda uma preparação para a data, principalmente para as crianças, e pasmem: os presentes geralmente não são objetos de valor, mas objetos artesanais que as pessoas (inclusive as crianças) fazem com carinho para presentear os entes queridos. Há também outros aspectos do "Weinachten" que não cabem neste comentário, mas o que quero dizer com tudo isto é que talvez devessemos parar de nos deixar levar pela onda consumista e prestar mais atenção aos motivos que cercam as datas comemorativas. Ótima discussão que criaste, Andressa! Um grande abraço e um ótimo final de ano!

Marcelo disse...

faço as palavras da marcia regina e as do rafael as minhas.
Um Natal Legal e muitos anos novos!
abraços

fernanda_krinsky disse...

apenas parabenizar pelo texto, pois todo o ano é as mesmas coisas... i isso realmente cansa.. chega um tempo ki até parece obrigação e nao de coração ( "um feliz natal e prospero ano novo" "parabens tudo de bom" )......
mais uma vez parabens... muitu bom o tema abordado... nao só esse.. como de todos os outros textos!

le_gauchinha disse...

Prima, tu sempre tocando em temas que fazem a gente refletir e muitas vezes nos culparmos pelos nossos atos...
Belo texto, e realmente lembro até hoje as palavras do teu scrap de aniversário para mim, já muitos outros infelizmente esqueci, mesmo que tenham sido com real sentimento. Não acho culpa da publicidade essa desvalorização do sentido das datas, acho que podemos consumir sem perder a beleza do que desejamos uns aos outros, para a mim a culpa está na pressa com que realizamos estas comemorações, nos padrões que temos medo de estarmos fora...
Não é fácil mudar isso, mas acho que todos cedo ou tarde sentimos falta de termos um Natal com união e abraços recheados de amor e de um Ano Novo com desejos mais simples e mais importantes do que os pedidos mais comuns. Muito melhor desejar e pedir saúde do que dinheiro, não acha?! Muitas vezes não há lógica nos pedidos, o que há são jargões ensinados pela "mídia" e muitas vezes pela própria família...
Parabéns querida!

Gabriela disse...

Oi Dê!!!
Tuas produções são sempre emocionantes e com uma forte reflexão crítica da realidade!!!
Não sou muito afeita a fazer postagens...não entrei ainda na onda blogueira...apesar de acompanhar alguns blogues, como o teu...
É a primeira vez que teço um comentário. E,como cristã confessa, não poderia iniciar de outra forma, senão comentando sobre o texto de Natal, onde dizes muito,onde consegues traduzir muito do que se tem vivenciado nos último anos. Como já foi colocado em outras postagens, o esvaziamento do real sentido da data comemorada em 25 de dezembro - típico de uma sociedade de consumo selvagem - chegou a tal ponto, que muitos pequenos já desconhecem o motivo do Natal...
A vinda do Salvador tem sido esquecida, ano a ano, enquanto se introjeta nas crianças a vinda de Papai Noel e seus presentes!!!!
É o econômico se sobrepondo, como sempre: sempre Coca-Cola...

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