quarta-feira, 21 de novembro de 2007

A beleza na alma, poucos possuem...

Minha filha de 04 anos me surpreendeu com o seguinte discurso.: “Mãe, existe pessoas bonitas por fora mas feias por dentro, pessoas feias por fora e bonitas por dentro mas também pessoas bonitas por dentro e por fora...”, não soube me dizer quem tinha ensinado tais argumentos e não imagino se ela tem consciência do que falou mas isso me fez refletir.
Coincidentemente numa aula de literatura que tinha como base o texto “Banquete” de “Platão” o professor proferiu.; “O bom é sempre belo, todavia o belo nem sempre é bom.”. Juntando os dois discursos me dei conta que conheço almas belas. Como definir?
A beleza interior, num contexto de atualidade raramente é discutida, a beleza exterior que é glorificada num mundo com apelação para o visual, o exterior. As tecnologias podem fazer com que a beleza exterior seja uma realidade para quem se julga “fora dos padrões estabelecidos” todavia a beleza interior é uma conquista que poucos possuem. Não há tecnologia que possa fazer uma pessoa ter alma bela.
No meu ponto de vista, pessoa com beleza na alma é aquela que mesmo depois de sofrer uma grande perda (tipo um filho) não perdeu o amor pela vida e ainda conseguiu reproduzir mais amor em gesto sublime como a adoção de uma criança.
Pessoa de alma bela é aquela que deseja sinceramente toda a sorte e alegria para o seu grande amor mesmo tendo consciência de que não ficará fisicamente com esta pessoa por motivos exteriores ao entendimento humano.
Pessoa com alma bela acolhe os admiradores da sua atividade, ensinando, incentivando e “plantando” na alma do outro “sonhos” de satisfação no futuro, no presente.
Pessoa de bela alma nunca deixa de dar uma resposta ao outro, seja na forma de atenção para uma conversa, de um telefone, de um email, etc. Não importa, é aquela pessoa que não fica “passivo” a manifestação humana. Enfim.
A definição destas almas belas ou belas almas possuem como base pessoas que tenho a alegria de conhecer. Sou apaixonada por elas. Ainda bem que existem seres-humanos assim.
Que bom prestar atenção no que dizem as crianças. Obrigada “Gisella”.

Andressa da Costa Farias.

10 comentários:

fabiano_marion disse...

Andressa!
Belo texto!!!
Parabensss!!

Claudinha disse...

Aizá, Andressa.
Bonitaça a foto do lançamento.
Parabéns pelo BLOG!
Abração :)

Marcelo disse...

Olá Andressa.

Valeu pelo convite! Gostei bastante do blog.

Abraços

Marcelo

D. disse...

Seu texto me lembrou a seguinte passagem de Eduardo Galeano (nem preciso comentar porque o fragmento é auto-explicativo):

"Não tenho dúvida. O troféu das Ciências Sociais ficaria muito bem nas mãos de Catalina Álvarez-Insúa. Ela definiu a pobreza melhor do que ninguém:

_Pobres são os que têm a porta fechada.

Aplicando-se o critério dela, impõe-se uma correção dos cálculos: os pobres do mundo são muito mais numerosos do que os confessados pelas estatísticas.

Catalina tem três anos de idade. A melhor idade para olhar o mundo, e ver."



(Eduardo Galeano - O Teatro do Bem e do Mal)

abraço.

marcia regina disse...

Minha opinião sobre teus textos é mais do óbvia, gosto de todos, da saudade, da alma, enfim, sou suspeita pra falar, mas quanto a Gisela, bem é fácil, : FILHOTE DE TIGRE JÁ SAI PINTADO, e tendo a Mae que tem , é meio caminho andado, o resto do caminho? bem com certeza ela fará sózinha. bjs

Julcinei disse...

li o seu texto através da Leticia q me passou o seu endereço e adorei, é uma bela reflexão, e a linguagem simples q vc usa torna os textos ainda mais interessantes..
parabéns..............

jo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
jo disse...

Olá Andressa,você não me conhece, vi,seus artigos na internet, então tomei a liberdade de escrever, pois sou professora de educação a distância pela UFPEL/CEAD, percebi algumas afinidades, que é professora também de EAD.Primeiro quero parabenizar pelos seus artigos são muito bons e mexe em questões pertinentes! Tenho orkut,então vou te convidar para ser minha amiga até para nós poder trocar idéias. Gostaria de saber como faço ter acesso ao teu texto sobre "Um olhar Etnográfico sobre a inclusão digital, pois também estou escrevendo e gostaria de ler e até te citar no meu texto. Meu nome é Joelma , tenho apelido de jô. Um beijo ai jô

Renato disse...

Num mundo em que a Pureza é considerada fragilidade, a observação de uma criança como a Gi é simplesmente linda e revigorante de que esse mundo ainda vai melhorar muito.

São de textos assim que prescisamos, parabéns Andressa

Lupbeck disse...

Andressa
Linda essa tua explanação filosófico-literária sobre algo tão complexo não só de se falar como de se pensar, de se refletir.
Obrigada por me trazer mais uma reflexão e por expor essas maravilhas.
Beijão.

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