quarta-feira, 27 de maio de 2009

Amor...

Ultimamente tenho refletindo sobre o Amor. Necessidade, vontade e desejo que move as almas humanas. Cheguei a esta conclusão por uma série de fatores que coincidentemente cercaram as minhas ações nos últimos dias. Estou acabando de ler o livro "Amor Líquido".
Fiz a segunda oficina de Poesia com meus alunos da EJA (Educação de Jovens e Adultos) e para minha surpresa a maior revelação escrita na poesia deles foi esta: não existe idade ou fase da vida onde o desejo mais ardente não seja o de ter uma pessoa especial para amar e ser amado por alguém.
Ao incentivar os alunos a desenvolverem suas próprias poesias e enfatizar que a poesia é apenas uma expressão da alma, dos desejos inconscientes. Eles se revelaram. Soltaram em forma de palavras suas emoções. Percebi carências, dores, desejos. E que através das poesias criadas por eles, sobretudo que por sermos humanos e dotados da capacidade de amar temos como maior desejo ter por perto aquela pessoa que faz nossos sentidos se alterarem. O ser amado. E como é bom amar alguém. Ser ou não correspondido é outra história. Porém, o sentimento do amor é imprescindível. Nós faz mais sensíveis, admiráveis, amáveis e compreensivos.
Todavia, é no vazio que muitas vezes não é preenchido que surgem lindos poemas, peças de teatros, história de cinema ou televisão. O amor inspira a vida, a arte e seus mistérios.
O autor de "Amor Líquido" contextualiza que modernamente há várias formas de amar e se relacionar. Que a tecnologia tem promovido encontros e desencontros virtuais e reais. Que a vida moderna tem configurado novos tipos de relacionamento mais intensos e talvez também menos duráveis. O chamado "amor líquido", que "escorre" logo se ambos por algum motivo não se satisfazerem um com o outro pois a vida é urgente, o tempo passa depressa nesta correria ultra-moderna.
Me surpreendi com as tipologias de amor elencadas pelo autor que enfatiza que a existência de vários tipos de configurações amorosas como casais que estão juntos mas preferem morar separados. Os que são companheiros para atividades de lazer. Os que compartilham outros momentos mas que não se "assumem" socialmente. Etc.
Estou amando. Meu amor tem a letra A do meu nome e saber que ele existe me deixa feliz, segura. Penso que amar é esperar o outro. Ficar feliz com a presença do ser amado. Contar os dias e as horas para abraçar, beijar, receber carinho. Compartilhar idéias, sentimentos, emoções mas acima de tudo ter cumplicidade. Eu criei uma frase que é só nossa: A de Andressa, de Adriano, de Amor!
Nestes tempos de materialismo e egoísmo exacerbado esta difícil amar de verdade e ser correspondido. As aspirações individuais e profissionais estão se sobressaindo do que a procura pela correspondência plena do amor daquele que foi "escolhido(a)". Uma lástima! Pois a bem da verdade o mais acertado desejo, vontade, necessidade humana é simplesmente esta: amar e ser amado (a)! Ainda bem que resta a poesia, a música, a arte para enfatizar isso.

9 comentários:

Anderson Fontana da Costa disse...

muito legal!! mas acho que o amor é um sentimento muito amplo, tu abordaste o amor de homem e mulher mas eu como um solteiro convicto tenho que dar o meu ponto de vista!! existe o amor fraterno, que é oque sinto por ti e toda a minha familia, existe o amor de amigo, o amor pela vida, pela liberdade que também é sentido por mim! hehehe o amor pelo próximo que deveria ser semeado por todos nós! mas com certeza o amor que mais nós valorizamos e também é um dos mais valiosos é o amor de uma companheira ou um companheiro!!
mas prima gostaria de te parabenizar pelo ótimo texto e pela descrição sempre cheia de emoção!!

disse...

Ótimo prima, sabe uma coisa que noto nas pessoas da minha idade é o medo de amar. Para algumas pessoas existe uma certa vergonha de se entregar e um medo absurdo de "quebrar a cara". Por essas e outras que o sentimento do amor entre homem e mulher acaba sendo raro, e principalmente o respeito entre os dois, que para mim é uma regra e não exceção como muitos acham. Temos que arriscar, se errarmos, irá doer bastante, mas passará e teremos aprendido que nem tudo é como desejamos. Se deixar surpreender, positivamente ou negativamente, é se deixar crescer internamente.
Beijos! Espero o próximo texto ansiosamente...hehehe

Nina dos Santos disse...

Oi Andressa, lembra de mim??? Fui sua aluna no curso de informática em Santa Maria!
Nossa, é verdade nos tempos de hoje há mais necessidades, carências, mas também parece me que as pessoas, algumas vezes se fecham para isso, pode ser coisa da minha cabeça, não sei!
É amar é mágico, é pura magia, como você mesma disse nos faz mais sensível, acredito que nos faz ser mais humanos.
Amar é tudo, se bem que recentemente sai de um amor platônico. (risos)

Tem uma frase que resume tudo que eu entendo por amor:
“O amor não se conjuga no passado, ou se ama para sempre ou nunca se amou verdadeiramente.”

Grande beijo.

*Ah! Você ganhou uma leitora, amei seu blog, é uma inspiração!


♥Nina♥

Fe disse...

Oi, Andressa!!! Jóia o texto, como sempre... tb adoro esse livro e... esse tema!
Beijos!
Fernanda (fui tua colega na tutoria em SM)

Amanda Farias disse...

Dei uma paradinha nos meus estudos pra vim aqui ler, e adorei. Tu Andressa, nos faz pensar, refletir sobre assuntos, no meu ver, pouco discutidos, mas que faz parte do nosso dia-a-dia. O amor existe em nós, nasce com a gente.. sem o sentimento Amor, não se vive, quem não ama, não sabe como é bom.´
Beijos Prima.. saudades

Anônimo disse...

Possivelmente, o amor é um daqueles temas – como a poesia, por exemplo – que resiste às tentativas de uma definição precisa. Mas algumas respostas dadas ao longo da história foram interessantes. O poeta português Luís de Camões, que viveu no século XVI, afirmou que “o amor é um fogo que arde sem se ver;/ é ferida que dói e não se sente”, e ressaltou, assim, que o amor é um sentimento essencialmente contraditório, e que, composto dessa forma, o amor “com seus contrários se acrescenta”.

O filósofo alemão G. W. F. Hegel, em alguns de seus escritos, estabeleceu a idéia de que, em uma sociedade marcada pela cisão, pelos conflitos e pela separação entre as pessoas, o amor é justamente aquilo que reage contra essa cisão e que nos impulsiona rumo a uma outra maneira de existir. O amor é, então, aquilo que une, que reduz a cisão, que reduz, também, o medo e a insegurança. E, apesar de os amantes serem mortais, finitos, o amor transcende essas existências particulares e constitui uma realidade ilimitada e infinita.

No século XX, Freud lançou a concepção de que o amor, a despeito de suas manifestações mais requintadas e sublimes, possui sempre um substrato físico, corporal, libidinal. Recusar ver o quanto de sexualidade existe no amor é dispor-se a ignorar a animalidade que subsiste em nós, humanos.

Simone de Beauvoir, que viveu com o filósofo Jean-Paul Sartre uma relação amorosa que durou 51 anos, estabeleceu a distinção entre amores essenciais e amores contingentes. Pra ela, os dois tipos de amor são importantes. O amor essencial é aquele que une duas almas perpetuamente. É o amor que Simone tinha com Sartre. Os amores contingentes são os não duradouros. Este tipo de amor Simone o teve com vários outros homens.

Existiram, enfim, ao longo da história, muitas concepções sobre o que é ou o que deve ser o amor, e eu não seria mais hábil em defini-lo do que esses ilustres poetas e pensadores.

Agrada-me, contudo, as opiniões de um revolucionário do século XIX, que acreditava que o amor é uma “maneira universal” que o ser humano tem de se apropriar do seu ser como “um homem total”, ou “uma mulher total”, agindo e refletindo, sentindo e pensando, descobrindo-se, reconhecendo-se e inventando-se.

Essa concepção está atrelada à forma como este pensador concebia a sociedade em que vivia, uma sociedade que ainda tem alguns pontos em comum com a nossa. Uma sociedade estruturada de tal forma que os homens se tornam “estranhos” uns para os outros. Competem, tornam-se adversários, algozes uns dos outros, desenvolvem uma série de práticas e relações que fazem com que sejam abalados os fundamentos da própria solidariedade humana. Uma sociedade onde homens e mulheres – seres que poderiam dispor, em princípio, de múltiplas capacidades -, tornam-se criaturas fragmentadas, partidas, cindidas, reduzidas a meras engrenagens do sistema. Uma sociedade, enfim, onde os homens e mulheres desenvolvem certas idéias que são o contrário daquilo que deveriam, de fato, ser. Isto é, acreditam, por exemplo, que o homem rico é aquele que possui coisas, quando, na verdade, o homem que é naturalmente rico é aquele que “sente com mais intensidade a necessidade interior de se realizar através de múltiplas manifestações vitais”. De acordo com essa concepção, rico é, então, não o que possui mais coisas, mas aquele que realiza as suas muitas capacidades humanas. Rico é aquele que superou a fragmentação imposta por uma sociedade fragmentadora.

O amor seria, nesta perspectiva, justamente, a forma de ser, sentir e agir que leva os homens e mulheres a se realizarem plenamente enquanto tais. Seres senhores de si, de suas vidas, de seus destinos, e não criaturas completamente absorvidas pela lógica cega de uma sociedade embrutecida e embrutecedora.

Um abraço, Andressa.
Que o seu amor cresça, frutifique e contagie a muitos.
D

Sheila Kimura disse...

ai ai...
quase todas as vezes doeu..
mas de todas...não há alguma que me traga arrependimentos!
Beijos querida colega!

adriano disse...

Parabéns por mais um texto característico seu. Tema cotidiano e instigante.
Há tantas definições para o amor, tantas maneiras de explorá-lo. Você e seus leitores já o fizeram muito bem, contudo quero explorar um tipo: o amor físico, entre homem e mulher.
Quem de nós não amou um dia? Se for correspondido, como no seu caso, deixa os dias mais leves. A vida se torna poesia.
Observar o brilho dos olhos, sentir alegria na alma, ser cúmplice, sentir o palpitar acelerado do coração. Momentos compartilhados no passado que trazem saudade. Fazer-se sentir, mesmo à distânciaNão pensar no futuro. Estas são algumas das sensações que adoçam nossa vida ao compartilhá-la com a pessoa amada.
Lindo texto.
Parabéns.

Marcelo disse...

:)

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